SETORES TÊXTIL E VESTUÁRIO

1. A cadeia produtiva têxtil-confecções 

A cadeia produtiva têxtil-confecções, descrita na Figura 1, é bastante linear, tendo como último elo, mais próximo do consumidor, a indústria de confecções e vestuário. A interdependência entre os setores têxtil e confecções é bastante acentuada, e o tecido prepondera na composição dos custos de produção das confecções.  

Figura 1: Cadeia produtiva têxtil-confecções

 

Fonte : (IPT;1992) 

O segmento de acabamento pode integrar-se tanto com a indústria têxtil, ao lado da fiação e da tecelagem, quanto com a de confecções, no caso do acabamento da peça pronta. O setor de bens de capital é responsável por grande parte das inovações de processo na cadeia. O parque de máquinas do setor de vestuário tem mantido, no período de 1992 a 1995, uma renovação de 10% e um descarte de 7% de sua maquinaria, cuja idade média, em 1995, era de 6 anos. Os dados detalhados sobre o parque de máquinas estão no  
Anexo A. 

A comercialização dos produtos para o mercado interno é feita utilizando-se como canais de distribuição principalmente o varejo independente, seguido de lojas especializadas e de atacado, com, respectivamente, 19%, 18% e 17% de participação. No mercado externo a principal forma de distribuição é a importação direta. Os dados detalhados sobre os canais de distribuição para o mercado interno e externo estão no Anexo B. Na economia informal a comercialização se dá através de sacoleiras e camelôs.  

A participação das indústrias têxtil e de confecções no PIB e no Valor Adicionado da indústria de transformação é decrescente. Em 1990 estas indústrias representavam 2,9% do PIB e 10% do PIB da indústria de transformação. Em 1996 esses percentuais já haviam baixado para, respectivamente 1,4 e 6,4% (Carta Têxtil, 1997). 

A perda de importância relativa do complexo têxtil - vestuário é resultado da persistência da estagnação da indústria têxtil num contexto de retomada do crescimento econômico. O consumo industrial de fibras praticamente não se alterou na última década e tanto o número de empresas quanto a oferta de emprego no setor caíram sensivelmente. O desempenho da indústria de confecções foi um pouco melhor. O número de estabelecimentos aumentou quase 20% de 1993 a 1995 e o volume de produção teve um acréscimo de 26%, apesar da redução verificada no valor da produção.